É síria, já nadou para salvar a família e está nos Olímpicos

autoria Nações Unidas Brasil

// data 03/08/2016 - 18:08

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“Quero representar todos os refugiados para mostrar ao mundo que após a dor e tempestade surgem dias calmos. Não quero que as pessoas desistam dos seus sonhos”. Essa é a mensagem que Yusra Mardini, ao participar dos Jogos Olímpicos, deseja transmitir. A nadadora síria, de 18 anos, é uma das atletas da primeira equipa de refugiados da história dos Jogos Olímpicos. A trajectória de Mardini começou em 2014, quando ela e a irmã, por consequência da guerra na Síria, saíram de Damasco em direcção a Beirute e depois Istambul, para embarcar numa viagem pelo Mediterrâneo até à ilha grega de Lesbos. A precariedade da pequena embarcação e a quantidade exagerada de passageiros fez com que o motor parasse. Para salvar a própria vida e das outras 20 pessoas que tentavam fazer a travessia, Yursa Mardini, a irmã e uma outra mulher, as únicas que sabiam nadar, saltaram para a água e empurraram o barco até este chegar à costa. Desde Setembro de 2015, a atleta vive em Berlim, na Alemanha, onde treina no Spandau 4, um dos clubes de natação mais tradicionais da cidade. Há duas semanas no Rio de Janeiro, a nadadora encontra-se hospedada na Vila Olímpica juntamente com os outros nove refugiados que compõem a equipa. Mardini espera um dia poder retornar ao seu país para ensinar tudo que está a aprender e ajudar jovens a conquistarem os seus sonhos.

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