Orienta-te Redes Sociais

Investigação

Este implante funciona como um micro-laboratório sob a pele

Cientistas estão a desenvolver um implante subcutâneo que poderá ser útil na monitorização de pacientes em tratamento de quimioterapia ou portadores de doenças crónicas

Texto de Luís Octávio Costa • 20/03/2013 - 17:45

Distribuir

Imprimir

//

A A

É um micro-aparelho, um minúsculo laboratório de análises sanguíneas colocado sob a pele e que envia os resultados para o smartphone (do paciente ou do próprio médico). Um grupo de cientistas da École Polytechnique Fédérale de Lausanne desenvolveu o protótipo que poderá, por exemplo, monitorizar pacientes em tratamento de quimioterapia, assim como portadores de doenças crónicas como diabetes.

 

"Os humanos são verdadeiras fábricas de químicos. Fabricamos milhares de substâncias e transportamo-las no nosso sangue através do nosso corpo. Algumas dessas substâncias podem ser usadas como indicadores da nossa saúde", pode ler-se no texto de apresentação da investigação.

 

A equipa suíça diz que o "gadget" — que mede cerca de 14 milímetros e que transmite informação através de sinais rádio e tecnologia Bluetooth — poderá estar disponível no mercado dentro de quatro anos. A ideia é que o minúsculo dispositivo seja colocado junto ao tecido intersticial com a ajuda de uma agulha, podendo permanecer no corpo sem qualquer tipo de manutenção durante vários meses.

 

Diagnóstico personalizado

"Este método permitirá fazer um diagnóstico muito mais personalizado do que os tradicionais testes sanguíneos", assegura a equipa de cientistas liderada por Giovanni de Micheli e Sandro Carrara. Outros investigadores têm trabalhado em implantes de monitorização semelhantes, mas, segundo Micheli e Carrara, este é o primeiro a ter em consideração a análise de diferentes marcadores de uma forma simultânea. "Permitirá fazer um controlo directo e continuo ao paciente em comparação às análises semanais ao sangue".

 

"Potencialmente, podemos detectar qualquer substância", explica De Micheli, deixando claro que a substituição do implante "é simples", atendendo ao seu tamanho. "Não foi fácil atingir um sistema que funcionasse com um décimo de um watt", junta o investigador.

 

O implante pode tornar-se numa ferramenta essencial para a monitorização de doenças crónicas e também para tratamentos de quimioterapia. "Actualmente, os oncologistas fazem testes sanguíneos ocasionais para avaliar a tolerância dos doentes a determinados tratamentos. Nesses casos é muito difícil determinar a dose certa".

 

Os resultados desta investigação serão apresentados na conferência Design, Automation, and Test in Europe (DATE).

Eu acho que
Videoclipe.pt

Audio

Laura quer que as pessoas entrem no atelier dos artistas "com um clique"

Fotografia

Antropólogo apaixonado por fotografia tem milhares de imagens de lugares abandonados, entre Portugal e outros países. Agora, o seu "Proj3ct Urbex" está num...

Ser mãe é a melhor coisa do mundo?...

Ilustração // Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Ser mãe nem sempre é a melhor coisa do mundo...