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Na hipersónia, os pacintes andam num estado de sonolência constante

Na hipersónia, os pacintes andam num estado de sonolência constante Stringer/ Reuters

Estudo

Por que é que algumas pessoas têm um sono de cair para o lado?

Na hipersónia primária, as células do cérebro recebem em excesso um mensageiro químico que é inibidor do sistema nervoso central. O que leva exactamente a isso é a parte do mistério que continua por esclarecer

Texto de Maria do Céu Pereira • 28/12/2012 - 17:13

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Dormir mais de dez horas por dia, ter dificuldades em acordar, despertar com a sensação de que a noite foi passada em claro e ir beber um café e continuar exactamente na mesma podem ser sintomas de hipersónia primária. Esta doença do sono que afecta os adultos é causada por uma substância que actua como se fosse um comprimido para dormir. Um grupo de cientistas descobriu, em parte, o que acontece no cérebro e propõe um antídoto.

 

As pessoas com hipersónia primária dormem mais de 70 horas por semana e andam num estado de constante sonolência. Esta dormência permanente acaba por interferir com as rotinas diárias e pode, inclusivamente, perturbar os relacionamentos sociais e pessoais. “Estes indivíduos dizem sentir-se como se estivessem a andar no nevoeiro – fisicamente acordados, mas mentalmente a dormir”, esclarece o líder do estudo, David Rye, da Faculdade de Medicina de Emory, em Atlanta.

 

Para descobrir o que causa este excesso de sono e encontrar eventualmente um antídoto, o grupo de investigadores partiu de uma hipótese: se os medicamentos usados para tratar as insónias actuam sobre os receptores do ácido gama-aminobutírico (GABA, na sigla inglesa), um neurotransmissor que é dos principais inibidores do sistema nervoso, então talvez os pacientes com hipersónia tivessem alguma outra substância no cérebro que também actuasse sobre estes receptores.

 

Para verificarem se isto era assim, os cientistas recolheram em vários pacientes, através de uma punção lombar, líquido cefalorraquidiano, que banha o cérebro e a espinal medula. Depois, em células geneticamente modificadas, de forma a produzirem à sua superfície receptores do GABA, juntaram o líquido. Mas não aconteceu nada.

 

Então, experimentaram juntar o líquido às células, mas com um pouco de GABA. E, neste caso, os receptores deste mensageiro químico cerebral que existiam à superfície das células modificadas foram activados para quase o dobro do que acontece em situações normais. Portanto, as células recebiam em excesso este mensageiro químico que é inibidor do sistema nervoso central.

 

Apesar destes resultados, publicados na revista "Science Translational Medicine", ainda não se sabe que substância é que está mesmo por detrás da reacção dos receptores do GABA e, consequentemente, da hipersónia.

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