Orienta-te Redes Sociais

DR

DR

Simpósio

Ciência: o bioempreendedorismo também existe?

“Science dreams, challenges arise” quer debater temas como a utilização das células estaminais e os dilemas éticos que daí advêm. A 2 de Junho. As inscrições estão abertas até 23 de Maio

Texto de Pedro Bártolo • 22/05/2012 - 18:01

Distribuir

Imprimir

//

A A

A vontade de reduzir a distância entre a ciência e a comunidade académica e empresarial foi o motor da organização deste simpósio, por parte dos alunos de doutoramento em Biologia Experimental e Biomedicina da Universidade de Coimbra. “Achámos que, enquanto alunos de doutoramento, devemos ser mais proactivos e inovadores”, afirma João Ribas.

 

Mas não só. Os efeitos da crise e os cortes que traz por arrasto tornam premente “pensar em propostas alternativas de financiamento da ciência e na sua sustentabilidade”.

 

Por isso, o Science dreams, challenges arise gravita não só à volta dos assuntos que fervilham na comunidade científica no momento, como aborda o bioempreendedorismo, actividade que visa “perceber como o produto da ciência – o conhecimento -, pode trazer benesses às empresas”.

 

Daí que, explica João Ribas, “o primeiro ponto foi o contacto com as empresas para patrocinarem o nosso evento e logo aí apresentámos o que íamos fazer”. “Quisemos que elas se envolvessem neste processo”, sublinha.

 

No simpósio, que irá decorrer a 2 de Junho no auditório Tomé Pires, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, vão estar em foco tópicos cuja discussão se mediatizou recentemente, tais como a utilização das células estaminais e os dilemas éticos que daí advêm.

 

“Provavelmente, daqui a 10 anos podemos utilizar as células estaminais em benefício das pessoas que as guardaram”. Além disso, “há pessoas que defendem que não se deve recorrer à eutanásia porque possivelmente daqui a dois ou três anos poderá haver uma vantagem médica”, acrescenta.

 

No programa do evento, cuja inscrição custa 10 euros e pode ser feita online até 23 de Maio, esta quarta-feira, à bioética e ao uso de células estaminais juntam-se as temáticas da neurociência e da medicina personalizada, um trunfo científico longe dos ouvidos do público, mas que já é uma prática corrente.

 

“Já se fazem diagnósticos com base na informação génica em muitos centros de genética, por exemplo, no Porto, no Centro de Genética Preditiva e Preventiva. É uma medicina personalizada porque estamos a ver qual o problema que (a pessoa) poderá desenvolver ou não e a actuar com base em informação que extraímos dela”, salienta João Ribas.

 

Para os que forem atrasados, há ainda a possibilidade de se inscrever de 24 a 26 de Maio mediante um pagamento adicional. O simpósio termina com uma mesa redonda sobre “Ciência Sustentável”.

Eu acho que

Pub

Videoclipe.pt

Contracepção

Do ponto de vista médico, as pílulas de nova geração são mesmo aconselhadas no “tratamento adjuvante” da acne. “É uma enorme vantagem intervir ao nível...

Salvador, o vencedor do Festival da...

Ilustração // A euforia começou por ser portuguesa: Salvador Sobral interpretou a canção que...