Astronomia

Vem aí um eclipse da lua e chuva de estrelas

Para além da habitual chuva de estrelas Perseidas, este ano “todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Agosto”. Quem o diz é o Observatório Astronómico de Lisboa

Texto de Sara Lopes • 03/08/2017 - 10:11

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Agosto de 2017 vai ser um dos meses mais atractivos para quem gosta de astronomia. Há um eclipse parcial da Lua, planetas visíveis nas constelações do zodíaco (eclípticas) e numa austral e chuva de estrelas.

 

Comecemos pela Lua. Na noite de dia 7 (segunda-feira), a partir das 17h e até às 22h, há um eclipse penumbral da Lua. E o que se poderá ver na realidade? Num eclipse penumbral, o brilho da Lua diminui. Apesar de ainda ser possível ver o satélite natural, ele irá estar menos brilhante, tendo uma região mais escura por volta das 19h20. Isso acontece porque a lua entra na zona de penumbra, chegando mesmo a entrar, em parte, na umbra. Contudo, como em Portugal Continental a Lua só nasce às 20h35, a única coisa que se poderá ver é uma Lua menos brilhante.

 

Mas não desanimes. Há cinco planetas visíveis a olho nu. Júpiter e Saturno estão visíveis durante todo o mês. Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), “Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Virgem. Encontra-se a Sudoeste”. Já Saturno será visível grande parte da noite na constelação Ofiúco, a Sudeste.  Até domingo, dia 13, Mercúrio está visível ao crepúsculo, a Sudoeste, na constelação Leão. A partir do dia 16, Marte será visível ao amanhecer. Primeiro “na constelação de Caranguejo, movendo-se depois para a constelação de Leão”, diz o OAL. Por fim, também é possível ver Vénus ao amanhecer na constelação Gémeos e, mais para a frente, na Caranguejo.

 

Se tiveres telescópio poderás também ver Urano, na constelação Peixes, e Neptuno na Aquário.

 

A famosa chuva de estrelas

Todos os anos por esta altura ouve-se falar na chuva de meteoros das Perseidas. Umas vezes visíveis e outras nem tanto. Depende das condições metereológicas. Este ano, a actividade máxima deste espectáculo é entre as 14h, do dia 12, e as 02h30 do dia 13. O OAL aconselha a estar atento na madrugada do dia 13 e a continuar a observar nos dias próximos ao pico, até dia 24. “A melhor altura de observação será nas noites próximas da Lua Nova (dia 21) ”, recomenda. Esta chuva de estrelas resulta da passagem da Terra perto de detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

 

Além da Perseidas, até dia 23 de Agosto também será possível ver a chuva de meteoros δ Aquáridas. “O nome desta chuva resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante)”, pode ler-se no site da OAL. Como a constelação só nasce depois da meia-noite, a chuva de meteoros só é visível na segunda metade da noite.

 

Um conselho: encontra um espaço sem luzes, deita-te no chão e olha para o céu. O espectáculo natural está prestes a começar.

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