Estudo

Cientistas afirmam estar mais perto de acabar com constipações

"A constipação comum infecta mais de dois mil milhões de pessoas por ano, tornando-a um dos agentes patogénicos com mais sucesso"

Texto de Lusa • 23/02/2017 - 11:33

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Cientistas das universidades de York, Leeds e Helsínquia dizem estar mais perto de descodificar o vírus da comum constipação, responsável também pela pólio e febre aftosa. Os resultados da investigação, publicados na revista Nature Communications, revelam o funcionamento de um "código oculto" no genoma do parechovirus humano, da família dos picornavírus (pequenos vírus ARN — propensos a mutações genéticas).

 

O trabalho baseia-se numa descoberta feita em 2015, quando cientistas das universidades de Leeds e York, no Reino Unido, identificaram um conjunto de sinais "encriptados" no vírus de uma planta similar à estrutura do vírus que nos humanos causa doenças como a meningite nas crianças.

 

Os cientistas descobriram que os detalhes do mecanismo de descodificação eram idênticos em todas as estirpes de vírus, o que potencialmente permitia que um único fármaco os tratasse a todos, algo que já não era possível com uma vacina. O que a equipa está a fazer agora é procurar potenciais medicamentos anti-virais que ataquem o mecanismo de encriptação.

 

Reidun Twarock, biólogo e matemático de York, explicou que até agora os cientistas assumiam que os sinais que regulam a montagem de um vírus estavam localizados numa única área do genoma e que o que o estudo sugere é que o mecanismo depende de locais dispersos.

 

"A constipação comum infecta mais de dois mil milhões de pessoas por ano, tornando-a um dos agentes patogénicos com mais sucesso", disse o responsável. Descobrindo esse "código escondido" que é responsável pela formação do vírus é possível lutar contra ele, como explica Peter Stockley, da Universidade de Leeds. "A codificação funciona como as rodas dentadas de um relógio suíço. Precisamos agora de um medicamento que tenha o mesmo efeito que o de mandar areia para dentro do relógio. Todo o mecanismo viral podia ser desactivado."

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