Universidade de Coimbra

Queres ver o teu cérebro estudado? Podes ser voluntário

Universidade de Coimbra procura voluntários para estudar impacto da velhice no cérebro, de ambos os sexos, entre os 20 e os 30 anos e 55 e 70 anos

Texto de Lusa • 10/02/2017 - 14:26

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Investigadores do Instituto de Imagem Biomédica e Ciências da Vida (IBILI) estão à procura de voluntários que queiram participar num estudo sobre o impacto do envelhecimento na função cerebral, anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

 

Uma equipa coordenada pela investigadora Maria Ribeiro, do grupo Vision, Brain Imaging and Cognitive Neuroscience, liderado por Miguel Castelo-Branco, do IBILI, "solicita a colaboração de voluntários" da região de Coimbra, de ambos os sexos, com idades entre 20 e 30 anos e 55 e 70 anos.

 

"O objectivo deste estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é descobrir o que muda no nosso cérebro que nos torna mais lentos à medida que envelhecemos, abrindo caminho para o desenvolvimento de terapias que visam diminuir o impacto da idade na nossa cognição", refere em comunicado a UC.

 

Com o envelhecimento, "os nossos reflexos tornam-se mais lentos", uma tendência "associada à perda de qualidade de vida e ao declínio cognitivo", segundo Maria Ribeiro, citada na nota. "No entanto, os mecanismos cerebrais que causam esta lentificação nas pessoas mais velhas ainda estão por explicar", acrescenta a coordenadora do estudo, iniciado há um ano.

 

Numa primeira fase, segundo a investigadora do IBILI, "serão usadas técnicas não invasivas, como a electroencefalografia, a pupilografia e o electrocardiograma, que permitem estudar o estado e o funcionamento cerebral durante o desempenho de tarefas motoras e, assim, perceber como o cérebro muda com o avançar da idade".

 

Numa fase posterior da investigação, "as alterações cerebrais serão localizadas usando imagens cerebrais adquiridas por ressonância magnética". Haverá ainda uma terceira fase, em que "serão testados fármacos com o intuito de perceber se é possível que um sénior volte a ter os reflexos de um jovem adulto", explica Maria Ribeiro.

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