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Centro de Instrumentação da Universidade de Coimbra

Edite Figueiras, doutoranda em engenharia biomédica no Centro de Instrumentação da Universidade de Coimbra

O novo método é um contributo no diagnóstico e na terapêutica doenças como a diabetes Jill A Brown/Flickr

Saúde

Jovem investigadora de Coimbra recebe prémio internacional

Edite Figueiras, doutoranda em engenharia biomédica, ajudou a criar novo meio de diagnóstico de doenças como a diabetes

Texto de Lusa • 12/02/2012 - 23:52

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Um novo método de auxílio de diagnóstico de determinadas doenças, especialmente da diabetes, foi premiado com o ‘Best Student Paper Award’, na conferência internacional Bioinformatics 2012, anunciou este domingo a reitoria da Universidade de Coimbra (UC).

 

O prémio de melhor artigo científico foi atribuído a Edite Figueiras, 27 anos, doutoranda em engenharia biomédica, no âmbito de “uma investigação iniciada, há quatro anos”, no Centro de Instrumentação da UC, em colaboração com investigadores internacionais e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

 

A investigação permitiu criar “um protótipo de produto, que mede, com todo o rigor, o fluxo sanguíneo nos vasos mais pequenos” e, por isso, “também os mais difíceis de medir”, disse, à Agência Lusa, o investigador principal do projecto, Requicha Ferreira.

 

Equipa de Coimbra já tem protótipo

O protótipo - um fluxómetro a laser -, “não invasivo”, envia e recebe, através de fibra óptica, “informações resultantes da sua interacção com os glóbulos vermelhos, medindo a velocidade de circulação do sangue”, acrescentou o especialista.

 

Este meio permite medir o fluxo de sangue presente até às camadas mais profundas da pele, afirmou Requicha Ferreira, sublinhando que as informações ali recolhidas “podem ser, depois de convenientemente estudadas, muito importantes”, no âmbito do diagnóstico de certas doenças.

 

O fluxómetro desenvolvido pela UC - sintetizou -, permite “correlacionar os fenómenos que se passam na pele”, em função da velocidade da circulação capilar sanguínea, “mesmo nas camadas mais profundas”.

 

Sem este novo meio de auxílio de diagnóstico (ou qualquer outro com esta capacidade), só é possível efectuar medições nas camadas superficiais da pele, salientou Requicha Ferreira, recordando que as diferentes doenças afectam, no corpo humano, de modo diverso, “as várias camadas microcirculatórias”.

 

Ao medir-se o fluxo sanguíneo presente em cada uma das camadas microcirculatórias, é possível detectar “a camada da pele mais afectada” e, portanto, localizar a zona mais atingida pela falha da microcirculação.

 

Trata-se, sem dúvida, de “um contributo muito importante para o auxílio no diagnóstico médico e na terapêutica de várias doenças, especialmente na diabetes”, já que, explicitou Requicha Ferreira, permite verificar a gravidade de determinada doença.

 

As atenções dos estudos dos investigadores do CIUC envolvidos neste projecto vão agora centrar-se na “optimização do dispositivo”, na perspectiva de o poder vir a colocar no mercado.

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