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Quarta, 16 Mai 2012 • 23h24

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Dânia Marques, investigadora do IPO

Dânia Marques é a principal autora de uma investigação que venceu o prémio Sanofi Oncologia 2011 Paulo Pimenta

O tumor mais letal nas mulheres é uma doença silenciosa mas pouco estudada Paulo Pimenta

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Dânia Marques explica a acção do crescimento do tumor no ovário e como este afecta a quimioterapia

A jovem investigadora explica os procedimentos e importância do estudo

Investigação

Compreender melhor os mecanismos do cancro do ovário (e tentar dar-lhe a volta)

Cientistas do IPO foram premiados com estudo de molécula inflamatória associada ao prognóstico do cancro do ovário

Texto de Renata Silva/Projecto Ciência 2.0 • 21/12/2011 - 11:00

Um grupo de jovens investigadores do IPO do Porto deu novos passos no estudo de terapêuticas e soluções para aumentar a sobrevivência de doentes com cancro do ovário. Perceber o impacto da produção de uma molécula inflamatória responsável pelo crescimento do tumor foi o objectivo desta investigação que valeu à equipa de Dânia Marques, principal autora, o prémio Sanofi Oncologia 2011.

 

“Fomos ver se esta variação [genética] individual de cada um tinha importância a nível do tumor. Sabemos que níveis mais elevados desta proteína, a interleucina-8, estão associados a tumores mais agressivos”, explica a investigadora de 31 anos. Por outras palavras, os cientistas concluíram que há uma relação entre tais moléculas e a sobrevivência das pacientes.

 

Compreender melhor os mecanismos biológicos da molécula inflamatória, que está associada à formação de novos vasos que alimentam o tumor, abre caminho para que os investigadores percebam de que modo a variação genética pode interferir no prognóstico ou na resposta terapêutica de cada paciente.

 

O cancro do ovário é uma doença pouco estudada. O que a caracteriza é o facto de ser silenciosa. Numa fase inicial não apresenta sintomas. É, por isso, detectada em fases mais tardias, sendo as fortes dores no abdómen um dos principais indícios. Este tipo de tumor afecta maioritariamente mulheres com idade superior a 50 anos. Mas, manifesta-se também em jovens, como Sara Sarmento e Lígia Pereira, de 23 e 32 anos e compromete, na maioria dos casos, a fertilidade.

 

Testadas drogas para travar crescimento do tumor

Esta investigação, baseada na recolha de amostras sanguíneas que remontam a 1995, diferencia-se, sobretudo, pela adequação de tratamentos ao perfil genético de cada paciente.

 

No IPO do Porto estão a decorrer ensaios clínicos, em que fármacos compostos por anti-angiogénicos, ou seja, medicamentos que controlam a formação de novos vasos sanguíneos e evitam o crescimento do tumor, são administrados. “Os resultados estão a ser muito animadores”, garante Dânia Marques que terminou recentemente a sua especialização em Oncologia.

 

“Temos esperança de que sejam aprovados brevemente para uso geral”, acrescenta. Para além de ajudarem a inibir os efeitos desta molécula, estes facilitam o tratamento por quimioterapia, ao qual a interleucina-8 apresenta resistência.

 

Antes deste tratamento, a solução para remover o tumor é a cirurgia. Se for maligno, é feita a extracção de todos os órgãos reprodutores envolventes. Deolinda Pereira, oncologista na área do cancro ginecológico e directora do Hospital de Dia do IPO, aconselha a que esta operação seja feita “por ginecologistas oncológicos com experiência em cirurgia na área do cancro do ovário”. Trata-se de um processo radical e, ao mesmo tempo delicado e moroso, que, realizado de forma menos correcta, pode comprometer a sobrevivência das doentes.

Comentários

    Jasemin (não registado)

    06/04/2012 - 07:49

    Larry,That’s gotta be the greatest analogy I’ve ever heard/read!: Comparing losing one’s virginity [and not worrying any possible down-sides] with getting published for the first time and casting any future complications to the wind.I’ve heard that Lawrence of Arabia lost the first manuscript of “Seven Pillars of Wisdom” and had to re-write the whole damn thing. In 1967 I was working on a brilliant poem called “Holandaise, China Nights, Brothers & Others” and lost the original three or four pages in a hippie coffee house on Milpas Street. I tried to re-do the whole thing from memory, but the second stab at “Holandaise, China Nights, Brothers & Others” that exists today is a pathetic mess.WordPress failed to send me a notice of your comment above. online auto insurance auto insurance quotes

    Wadi (não registado)

    06/03/2012 - 05:55

    Cando un diaf1o enfermo entra en ctctanoo con un san pf3dese producir un intercambio de texidos que poden conter ce9lulas tumorais. A semellanza xene9tica provoca que o sistema inmune do anfitrif3n non identifique estas ce9lulas invasoras como alleas, co que o cancro prope1gase con rapidez.A secuencia do xenoma do diaf1o permitire1 agora que a creda en cautividade se realice atendendo e1 diversidade xene9tica.Un estudo asegura que a aplicacif3n de estas te9cnicas para a conservacif3n servire1 para crear diaf1os me1is fortes e resistentes a este tipo de cancro.

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