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Matthew Kramer/DR

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Aidan Robinson

Saúde

Aidan, de 9 anos, criou uma mão feita com Lego

Criança norte-americana que nasceu sem mão esquerda desenvolveu uma prótese feita com peças de Lego. Modelo de prótese vai estar disponível para quem quiser imprimi-lo em 3D

Texto de Ana Maria Henriques • 19/11/2014 - 17:37

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Com apenas 9 anos, Aidan Robinson já usou várias próteses. Nasceu sem antebraço esquerdo e, por isso, desde bebé que tem vindo a experimentar várias, de diferentes materiais, que lhe possam conferir algumas das capacidades motoras correspondentes à mão esquerda que lhe falta. Uma questão evidente, no entanto, impede-o de ter acesso a próteses avançadas: como criança que é está em crescimento, o que implica a compra de novas e muito caras soluções. Há dois anos que deixou de usar próteses — até que um campo de férias pensado para crianças na mesma situação o ajudou a criar uma mão feita com peças Lego.

 

A história de Aidan é contada num artigo da revista norte-americana “The Atlantic”, que apelida a criação do menino de “prótese de super-herói”. A nova mão de Aidan permite-lhe pegar em talheres, em comandos de consolas de vídeo e em pistolas de água — algumas das funções que indicou como importantes para o seu dia-a-dia. Em Julho último, Aidan — que “joga no computador, compete na equipa de natação e faz karaté (é cinturão verde)”, enumera a “The Atlantic” — participou no “Superhero Cyborg Camp”, durante uma semana.

 

Promovido pela KIDmob, uma organização sem fins lucrativos de São Francisco, o campo acolheu 9 crianças com membros superiores em falta e, através de “workshops”, forneceu-lhes ferramentas de resolução de problemas e prototipagem, bem como design. “Parte do nosso propósito era convidá-los a considerar a possibilidade de não estarem limitados ao conjunto de próteses que existe no mercado”, disse Kate Ganim, co-fundadora da KIDmob. “Como utilizadores finais das próteses, se eles tiverem uma ideia que não está no mercado, devem concretizá-las por si mesmos.”

 

“Utilizando brinquedos antigos e peças doadas por uma loja de ferragens, ele [Aidan] moldou o protótipo de uma prótese feita a partir de uma haste de metal com rosca, que pudesse ser aparafusada em diferentes partes: o seu comando da Wii, um garfo e uma versão em tamanho real das mãos das figuras Lego”, descreve a mesma publicação. Ao contrário da maior parte das crianças — que vai para casa no final do campo com um aparelho “fixe mas, em última instância, decorativo” —, Aidan teve a sorte de conseguir avançar com o projecto e torná-lo realidade. Coby Unger, do programa “Artist in Residence” da empresa de software de design 3D Autodesk, “ofereceu-se para ajudar no desenvolvimento de uma versão funcional do novo braço de Robinson, utilizando os recursos lá disponíveis”, continua a “The Atlantic”.

 

Prótese acompanha o crescimento

Coby Unger trabalhou, assim, numa versão do protótipo que pode ser adaptada à medida que Robinson cresce, recorrendo a materiais disponíveis em lojas de ferragem e de desporto. A mão de Lego em tamanho real apresentado no campo de férias “foi transformada numa mão de gancho” com o mesmo mecanismo de ligação dos tijolos Lego: assim, o menino pode desenvolver novas ligações a partir dos famosos brinquedos.

 

O artigo da “The Atlantic”, assinado por Victoria Chao, aponta ainda algumas estatísticas referentes aos Estados Unidos: todos os anos, uma em casa 2000 crianças nasce sem parte das mãos ou dos braços. Um aparelho como o que Aidan Robinson e Coby Unger desenvolveram é visto como “um sinal de que a indústria de próteses está a mudar” — e o seu design vai estar disponível, ainda durante o mês de Novembro, para “download” na plataforma Instructables, para que todos os que tenham uma impressora 3D o possam replicar.

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