Orienta-te Redes Sociais

Detalhe do modelo virtual Illustris, onde a colorização indica presença de gás quente (vermelho) ou frio (azul)

Universo

MIT constrói a mais detalhada simulação do cosmos de sempre

Já podemos assistir à complexa simulação do universo em expansão — a culpa é de uma rede de supercomputadores

Texto de Ricardo M. Alves • 08/05/2014 - 11:35

Distribuir

Imprimir

//

A A

Uma rede de supercomputadores demorou seis meses a construir a complexa simulação do universo em expansão. Se ela tivesse sido processada por comuns computadores domésticos, levaria cerca de 2000 anos a concluir. Primeiras imagens já foram divulgadas.

 

A iniciativa foi conduzida Mark Vogelsberger, professor do Massachussetts Institute of Technology com extensa investigação realizada sobre o tema da matéria escura. Sendo que conceitos como matéria escura e energia escura — respectivamente, matéria que não interage com a luz e energia que acelera a expansão do universo — ainda sofrem alguma resistência entre académicos, este género de modelos de simulação servem para confirmar se esta "matéria hipotética" convive com as leis físicas de formação de galáxias e condensação de gases. Esse parece ter sido o resultado, já que a simulação produziu morfologias de astros e galáxias quase indistinguíveis das verdadeiras e observáveis.

 

Ao contrário de cientistas de outros campos, não é possível aos astrofísicos conduzirem experiências em laboratório para confirmarem teorias. É essa a razão porque a construção destes modelos é levada tão a sério.

 

O modelo utilizado para esta última e mais ambiciosa simulação, o Illustris, foi um produto da colaboração entre o MIT e Harvard. Estes modelos correm apenas uma porção de cosmos, um cubo com 350 anos-luz de lado. Dentro desse cubo, os processadores vão aplicando leis da física ao universo em expansão imediatamente após o big bang, um período onde parece haver bastante consenso sobre a linearidade da interacção entre a matéria. É no momento da interacção entre nuvens de gases que surgem as maiores dúvidas, e onde os modelos parecem falhar. Isso também é um resultado em si, pois aponta um foco para os ponto fracos das teorias em vigor.

 

É possível visualizar resultados gráficos de simulações passadas no site oficial do Illustris. Embora a maior parte dos resultados desta mais recente simulação ainda não tenham sido tornados públicos, é possível consultar o paper de Mark Vogelsberger na última edição do journal Nature.

 

Artigo editado por Luís Ocávio Costa

Eu acho que
Videoclipe.pt

Audio

Laura quer que as pessoas entrem no atelier dos artistas "com um clique"

Neurociências

Joana Barroso

Investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto destacou-se com um projecto sobre o papel que o cérebro desempenha na dor crónica e venceu a...

Um designer a jogar às escondidas com...

Vídeo // Fugir para não ser encontrado e para não deixar a cidade "matar a criança que...