Caminhar nas cidades é cada vez mais difícil

autoria P3

// data 08/02/2018 - 16:58

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Caminhamos cada vez menos. Porquê? De acordo com o Instituto de Transporte e Políticas de Desenvolvimento (ITPD), as cidades não estão desenhadas para os pedestres, tornando a caminhada do ponto A para o ponto B em algo potencialmente perigoso. O ITDP critica a forma como as cidades estão construídas para os automobilistas, fazendo com que as pessoas adoptem os automóveis como veículos de transporte primário. Perpetua-se, assim, um ciclo vicioso, no qual as pessoas se sentem obrigadas a usar os automóveis.

 

Passeios largos e bem iluminados, com sombra e resguardo para suavizar as condições climatéricas: esta pode ser uma das soluções mais imediatas para que as pessoas se desloquem a pé. Outra pode passar por garantir a proximidade de bens e serviços, de modo a que os cidadãos não tenham obrigatoriamente de pegar no carro quando necessitam de adquirir bens essenciais.

 

"Uma mudança para uma comunidade em movimento é uma mudança em direcção a uma comunidade mais saudável", alerta o vídeo, que chama também a atenção para o papel que os governos deveriam ter em defender o direito básico que é caminhar. A nível orçamental é dito que os países devem canalizar fundos para o desenvolvimento de ciclovias e vias exclusivas para peões — e não dar prioridade a mais infra-estruturas rodoviárias.

 

No final do vídeo, é feito um pedido para os espectadores se juntarem à Vision Zero, que pretende adoptar medidas rodoviárias para que as mortes nas estradas desçam para zero, através da implementação de barreiras, lombas que reduzam a velocidade e outros instrumentos. Esta iniciativa tem recebido cobertura mundial pelo impacto que pretende ter na sinistralidade rodoviária. 

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