O rio a ferver da Amazónia que podia ser uma lenda

autoria P3

// data 26/10/2017 - 14:31

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Existem histórias que nos contam na infância sobre locais místicos e sítios improváveis de encontrarmos pelo mundo. Andrés Ruzo era uma dessas crianças que descobria na voz do avô as lendas da conquista espanhola do Peru. No meio das histórias que misturavam incas e colonizadores, existia um rio com água a ferver que assustava os exploradores espanhóis. Anos mais tarde — já depois de completar o doutoramento na área da energia geotérmica —, a história voltou à sua memória. “Comecei a pensar nesta pergunta: 'Será que este rio existe?’", conta Ruzo, numa conferência TED, em 2014.

 

Perguntou a colegas, ao governo, a empresas e recebeu sempre um redondo 'não' como resposta — até porque os rios com água a altas temperaturas estão, normalmente, relacionados com vulcões, que não existem na Amazónia. No entanto, a tia confirmava-lhe a existência deste misterioso curso de água, falava-lhe até de um xamã que o protegia. E assim começa a aventura do investigador peruano — agora também explorador da National Geographic — que conheceu o tal xamã ao ser guiado pela tia no interior da selva da América do Sul. A lenda deixava assim de ser lenda, com o rio que fervia a tornar-se bem real. Desde 2011 que o Shanay-timpishka é um local de exploração para Andrés Ruzo, que, no ano passado, lançou mesmo um livro sobre a sua aventura. O peruano, que vemos neste vídeo do portal Great Big Story, nunca mais parou de visitar e estudar o rio, continuando a proteger este fenómeno, redescoberto graças às histórias do seu avô.

Eu acho que