Nelson Garrido

Vidas sustentáveis

Tomam banho depressa, enterram lixo orgânico, partilham carro eléctrico

Ele desenvolve protótipos de carros ecológicos, ela ajuda a construir cidadania. Antónia e Miguel Ângelo Silvestre ensinam os filhos a respeitar o planeta com o exemplo que lhes dão em casa, na Covilhã. Primeira de uma série de cinco reportagens sobre vidas sustentáveis

Texto de Ana Cristina Pereira • 31/07/2017 - 13:44

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Um emaranhado de ervas aromáticas numa varanda. Uma linha de recipientes para a separação de resíduos na outra. Regador no chuveiro (a primeira água fria serve para as plantas, o aquário, o balde da esfregona). Garrafa dentro do autoclismo (para dosear as descargas de água na sanita). Todo o apartamento da família Silvestre denuncia preocupação com o ambiente.

 

Conheceram-se muito novos. Frequentavam a Universidade da Beira Interior (UBI). Miguel Ângelo saíra de Loulé para integrar uma turma de Engenharia Aeronáutica. E Antónia saíra de Amarante para integrar uma turma de Sociologia. Decidiram fazer vida no Centro, ali mesmo, na Covilhã.

 

Contam 44 anos. Ele é investigador/professor no Departamento de Ciências Aeroespaciais. Anda entusiasmado com o desenvolvimento de protótipos de carros ecológicos. Ainda em Maio, a sua equipa participou numa prova internacional, a Shell Eco Marathon Europe 2017, no Parque Olímpico Queen Elizabeth, em Londres, e obteve um 11.º lugar. E ela é técnica da CooLabora, uma cooperativa de consultoria e intervenção social. Anda entusiasmada com a construção de cidadania.

 

Ainda estudantes, já se inquietavam com os destinos do planeta. Liam com avidez a revista Fórum Ambiente (1994/2003). Começaram a separar o lixo antes de a cidade estar preparada para isso. A caminho de um dos seus primeiros empregos, na Adesgar - Associação de Defesa e Desenvolvimento da Serra da Gardunha, Antónia parava no Fundão para deixar tudo no ecoponto.

 

Procuram transmitir este modo de estar no planeta à descendência. Têm duas filhas (Carolina, uma estudante de Medicina de 21 anos, e Beatriz, uma estudante de Engenharia Aeronáutica, de 18 anos) e um filho (Henrique, de oito anos, que quer ser geólogo ou arqueólogo, ainda não sabe muito bem). “Fazemos uma educação informal em casa”, diz Antónia. “Eles aprendem com o exemplo.”

 

Lê a reportagem completa no Público

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