Projecto

Como ajudar a proteger 20 hectares de floresta urbana? Adoptando alguns

O projecto das 100 mil árvores tem para adopção cerca de 20 hectares de árvores nativas. As empresas podem pagar 950 euros por ano e ajudar a manter um hectare livre de espécies invasoras

Texto de Renata Monteiro • 06/04/2017 - 11:53

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O projecto FUTURO quer plantar 100 mil árvores e já conta com 200 hectares de zonas reabilitadas na Área Metropolitana do Porto, mas não consegue apoios para a conservação de todas as novas florestas urbanas nativas. Por isso, tem 20 hectares já plantados prontos para adopção.

 

O Programa Hectare visa cobrir os custos monetários da manutenção profissional que as novas espécies nativas exigem, principalmente nos primeiros quatro anos de vida. O projecto que pretende transformar áreas ardidas ou que foram dominadas por plantas invasoras em bosques nativos é possível através de uma larga base de voluntários da região e de parceiros institucionais e municipais.

 

Mas controlar o desenvolvimento de plantas como o eucalipto, cortar vegetação com moto-roçadora, assinalar e proteger as plantas instaladas, substituir plantas mortas e, por exemplo, adicionar composto requerem a intervenção de empresas profissionais.

 

Proteger um hectare, o mínimo que uma instituição pode adoptar, custa 950 euros por ano e obriga a um compromisso base de quatro anos, o tempo mínimo necessário para as árvores serem capazes de se proteger sozinhas das espécies invasoras.

 

O apelo é dirigido a empresas, mas qualquer entidade pública ou privada pode acolher uma parcela. Os responsáveis pelo projecto acreditam que “as árvores nativas instaladas devolvem à sociedade um valor anual 20 vezes superior” ao custo da manutenção.

 

A primeira entidade a aderir ao novo programa é a Lipor, a empresa de gestão de resíduos orgânicos e parceira do projecto, já investiu na reabilitação de outros 20 hectares da área onde opera. Os trabalhos já começaram na Maia, Matosinhos e Valongo e ainda este ano vão arrancar em parcelas de Vila do Conde, Espinho e Gondomar. Esta ajuda vai garantir a sobrevivência de mais de 8500 árvores nativas recentemente instaladas nestes territórios e que correspondem, segundo um comunicado do projecto, num retorno de serviços ecológicos que ronda os 350 mil euros por ano.

 

Os interessados nos restantes 20 hectares que estão ainda para adopção nesta primeira fase podem entrar em contacto com o FUTURO através do site oficial do projecto ou da sua página no facebook.

 

Texto editado por Ana Fernandes

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