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Start-up do Porto “plantou” uma horta urbana em Belém

A horta biológica é a solução inovadora de uma start-up portuguesa para a agricultura urbana: não precisa de terreno, ocupa pouco espaço e não tem de ser regada todas as semanas

Texto de Renata Monteiro • 24/03/2017 - 10:51

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A famosa horta biológica que Michelle Obama plantou na Casa Branca tem agora competição presidencial em Portugal. O Palácio de Belém recebeu, na terça-feira, duas hortas preparadas para quem vive na cidade: não precisam de terreno, só têm de ser regadas a cada duas semanas e montam-se em meia hora.

 

São as Growbeds, ideia da Noocity Ecologia Urbana, uma start-up portuguesa sediada no Porto e com uma filial em São Paulo, no Brasil, que fabrica equipamentos para o desenvolvimento eficiente da agricultura urbana. A empresa surgiu em 2014 e no início desta Primavera instalou “a sua horta biológica mais emblemática”.

 

Nas duas hortas oferecidas a Belém foram plantadas “as ervas aromáticas mais usadas na cozinha do Palácio”, conta Pedro Rocha, o especialista em agricultura da empresa. A cozinha da residência oficial do Presidente da República “tem agora à mão de semear” manjericão, coentros, malaguetas, salsa, cebolinho, hortelã-pimenta e coentros-confetti, a “variedade presidencial” da planta, brincam os responsáveis da empresa. A proposta surgiu em Novembro do ano passado no final da Gala do Jovem Empreendedor no Porto, onde a marca teve a oportunidade de falar com Marcelo Rebelo de Sousa sobre o projecto.

 

As hortas têm o formato de uma caixa quadrada com 125 centímetros de lado e uma altura de 35 centímetros, o maior tamanho que a empresa tem actualmente no mercado. O sistema de sub-irrigação integrado no produto garante autonomia de rega até três semanas, o que significa que apenas é preciso encher o reservatório debaixo da zona de cultivo e durante aquele tempo as plantas “regam-se sozinhas”, explicam. A empresa garante que esta solução é mais produtiva e gasta menos 80% da água do que a que é usada num jardim convencional. Ao mesmo tempo que não se perde tanto tempo a regar, o que é “excelente para um Presidente que anda sempre de um lado para o outro” e para um público urbano com pouco tempo disponível, dizem.

 

As hortas maiores têm 400 litros de capacidade e é possível montá-las em menos de 30 minutos, sem ser preciso recorrer a ferramentas.

 

A Growbed pode durar “mais ou menos” três anos, mesmo sujeita a condições adversas. O produto também é resistente à exposição solar uma vez que é fabricado com materiais que protegem contra os raios ultravioleta, garante a equipa da Noocity. As camas de cultivo instaladas em Belém custam 269 euros, mas há opções mais baratas com o mesmo comprimento, mas mais baixas e menos largas. A média custa 197 euros no site oficial da start-up e a mais pequena 148.

 

Próximo passo: plantar uma horta dentro de um saco

Desde o início de 2017, a empresa já vendeu mais de 600 equipamentos, “um número superior ao do ano passado”, contam os impulsionadores da iniciativa.

 

As Growbed estão para já disponíveis em três tamanhos mas a Noocity vai lançar na primeira semana de Abril uma nova horta a pensar em quem não tem tanto espaço na varanda ou no pátio de casa.

 

O novo produto chama-se Growbag e assemelha-se a um saco com uma base de 35 centímetros de lado. O equipamento faz parte de um kit que inclui ainda um conjunto de plantas, fertilizante biológico e áudio-guias e vai ser lançado com um preço promocional já no início do próximo mês. A Noocity é uma empresa que acredita que a Natureza pode ter lugar no espaço urbano e que quem vive em cidades pode plantar os seus alimentos de uma “maneira simples e ecológica”. A marca portuguesa tem uma filial em São Paulo no Brasil e vende os produtos online em sites portugueses e europeus.

 

Texto editado por Ana Fernandes

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