Estampar tampas (em Lisboa e no mundo)

autoria Raubdruckerin

// data 01/08/2016 - 12:14

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Ver arte em toda a parte é um dom que assiste ao colectivo artístico baseado em Berlim "Raubdruckerin" ("Impressores Pirata", em português). O grupo utiliza tampas de ferro fundido (lembram-se disto?), grelhas e outras superfícies existentes em contexto urbano para "imprimir" sobre roupas e acessórios. O processo é simples: passa por espalhar tinta sobre a superfície a gravar e colocá-la em contacto com o tecido. "Este tipo de objecto urbano é altamente negligenciado e surpreende pela sua diversidade, criatividade e integração no seu contexto", contam os Piratas no seu site. Consideram esta forma de arte uma inversão da "street art". "Neste caso as pessoas carregam um pouco da rua consigo e não o contrário." A ideia surgiu no Alentejo, em 2006, sob o nome de "Estampatampa". Os primeiros testes foram feitos em Lisboa e o sucesso da estampagem e do seu efeito estético determinou o seu seguimento. O primeiro evento deste colectivo decorreu no "Festival Músicas do Mundo" (edição de 2007), em Sines, e o segundo já em Berlim. Em Portugal, já imprimiram em Lisboa, Porto, Faro e Lagos; na Grécia, passaram por Atenas e Kavala; em Itália, por Nápoles, Catânia, Roma; em França por Paris; na Turquia por Istambul; na Índia por Hampi (Índia), etc. Durante as impressões, que são de carácter performativo, os espectadores são convidados a imprimir as suas roupas espontaneamente e a participar em tertúlias sobre percepção, lugares e objectos. As tintas que utilizam são "eco-friendly". São de base aquosa e livres de solventes, plastificantes e metais pesados. "A sustentabilidade é importante para nós, para que possamos olhar para um futuro mais saudável e desenvolvido."

Eu acho que